Seja aprovado no TRT! Saiba porque vale a pena estudar para os Tribunais.

398

trt 2ª regiao- alfacon - trt- concurso publico

No último dia 18 de fevereiro foi aprovada a realização do concurso público do TRT 2ª Região. O edital do concurso está previsto para ser lançado ainda neste semestre, mas, com base no concurso realizado em 2008, sabe-se que os cargos são para Técnico Judiciário (nível médio) e Analista Judiciário (nível superior), com remuneração de R$4.703,08 para Técnico e R$7.261,52 para Analista.

O professor Thállius Moraes é graduado em Direito e passou em nove concursos do TRT. Segundo ele, estudar para os concursos de tribunais, exige direcionamento e foco. Esquematizar a matéria é uma das partes mais difíceis. Por exemplo, vários tópicos trabalhistas são tratados em artigos distantes uns dos outros na CLT – Consolidação da Leis de Trabalho, também encontram disposições na Constituição Federal e são também objeto de súmulas espalhadas. Da mesma maneira, manter-se atualizado é essencial. Corriqueiramente, o TST – Tribunal Superior do Trabalho altera sua jurisprudência devendo o candidato estar atento a isso, pois alterações recentes sempre possuem uma grande chance de cair em prova”, explica Thállius.

Para você entender como é vantajoso estudar para os tribunais, no concurso de 2008 foram oferecidas 21 vagas imediatas, sendo: nove para analista e 12 para técnico, mas no total foram chamados 5 mil candidatos do cadastro de reserva. Chamam muita gente, mas a concorrência é alta, naquele ano o concurso teve mais de 90 mil inscritos. Por isso, é muito válido escolher a carreira de Tribunais, mas você precisa dedicar-se aos estudos.

No próximo domingo (2), acontece a prova do TRT-PR, e hoje começa o Projeto 72 horas TRT-PR + Super Revisão. Serão 3 dias de aulas gratuitas + uma Super Revisão de Véspera. Nesse projeto, os professores buscam preparar os alunos para garantir a melhor posição no concurso. “Selecionamos e esquematizamos as matérias mais cobradas, mantemos a atualização em dia, bolamos esquemas de memorização, estudamos o comportamento das bancas e etc. Tudo de forma a transmitir para o aluno o que ele efetivamente precisa aprender para conseguir sua aprovação”, explica o professor.

Vale lembrar que o Projeto 72 horas TRT-PR + Super Revisão não vale somente para quem vai fazer o TRT-PR, mas também para todas as pessoas que pretendem fazer algum concurso de TRT. Pois as matérias discutidas são usadas para as provas de qualquer tribunal, já que o edital é sempre bem semelhante. “Quem está estudando para o TRT-PR por exemplo, já está também se preparando para os demais TRTs que abrirão esse ano”, afirma.

Confira abaixo dicas do Professor Thállius Moraes, aprovado em vários concursos, inclusive para o cargo de Analista Judiciário – Execução de Mandados em 1º Lugar.


thallius_moraesSempre me perguntam qual a fórmula para conseguir a tão sonhada aprovação no concurso do
TRT. Não existe mágica, o que existe é preparação. Antes de tudo, escolhi focar nessa área em virtude das muitas oportunidades de prova. São vários TRTs abrindo concurso todos os anos, mal saía de uma prova e já estava me preparando para outra. Assim, o conhecimento nunca era desperdiçado e nunca ficava mais do que alguns poucos meses esperando o exame seguinte.

A rotina de quem estuda para essa área não é muito diferente das demais, ela exige tempo e dedicação. Como a maioria dos TRTs adotava a Fundação Carlos Chagas (FCC) como banca examinadora, optei por especializar-me nesse tipo de prova (apesar de também prestar provas da Cespe e também ter obtido aprovação perante essa banca).

As provas da FCC cobram bastante conhecimento da legislação (CLT, Constituição Federal, Lei 8.112, etc.) e jurisprudência do TST (Súmulas e também algumas orientações jurisprudenciais). Assim, manter-se atualizado é de extrema importância, principalmente no que tange à jurisprudência do TST, que, com frequência, sofre alterações. Apesar de também ser exigido um pouco de doutrina, é muito importante saber o limite, para não perder tempo estudando tópicos que não caem ou aprofundando desnecessariamente.

Uma das partes mais difíceis (e também uma das mais importantes) é esquematizar a matéria. Muitas vezes, determinado assunto é tratado em lugares diferentes da CLT, também possui regulamentação na Constituição Federal e pode ser objeto de análise de várias súmulas, distribuídas com numeração distante umas das outras. Da mesma forma, é essencial saber direcionar o estudo, focar nos artigos, súmulas e tópicos mais cobrados, dando uma atenção especial ao que é corriqueiramente objeto de prova.

Feito isso, é hora de cair na estrada e prestar todos os TRTs que puder. Dessa forma, é possível ter várias chances, cada derrota é um novo aprendizado, cada resultado positivo, um passo a mais na jornada. Estudar de forma correta, com direcionamento e determinação, sem nunca desistir, eventualmente acarretará em uma aprovação e sua consequente nomeação. Ver o nome no Diário Oficial da União é uma sensação única, é aquele momento em que finalmente podemos olhar no espelho, sentirmos orgulho de nós mesmos e dizer: “Valeu a pena!”.

Comentários

comentarios