Rotina de estudos: identifique em qual etapa de preparação você se encontra

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Confira dicas de professores do AlfaCon para cada uma das etapas da longa jornada da preparação para concursos públicos e saiba como organizar uma rotina de estudos eficiente

Todo concurseiro sabe da longa jornada que deve percorrer até o dia da tão sonhada aprovação. Ser bem sucedido significa muita dedicação, foco e tempo de estudos. Mais ainda, é sinal de ter conseguido criar uma rotina de estudos eficiente na preparação para os concursos públicos.

Cada fase de estudos é muito importante. E é passo a passo que se alcança o objetivo da mudança de vida: passar no concurso público.

Para saber em qual etapa da preparação você se encontra, o Blog do AlfaCon ouviu dicas dos coordenadores e professores das áreas mais aquecidas nos concursos públicos:

  • Área policial – professor Rodrigo Gomes
  • Carreiras de tribunais – professora e coordenadora Raquel Tinoco
  • Área administrativa – professor e coordenador Daniel Lustosa
  • Setor Fiscal – professor e coordenador Latif Neto

E ainda traz dicas para que se entenda como melhorar o desempenho e conseguir superar cada etapa dessa jornada rumo à carreira pública.

👉 Leia mais: Como conciliar trabalho e estudos para concursos; veja dicas

Primeira fase – O início

Um concurseiro iniciante é o mais empolgado dos concurseiros, principalmente pelo desejo de mudar de vida, de ganhar um ótimo salário, de ter estabilidade. Mas, de acordo com os especialistas em preparação de concursos, o difícil não é motivar o novo, mas manter a motivação do antigo — que pode estar cansado de falhar.

O que fazer?

  • Área policial: é preciso ter em mente que o iniciante encontrará muito conteúdo, alguns um tanto complexos dependendo da bagagem de conteúdo que esse candidato traz da escolaridade dele. É preciso saber que a estrada é longa.
  • Carreiras de tribunais: o primeiro passo é escolher uma carreira e órgão ou entidade dentro dessa carreira. Para isso, faça buscas e conheça o conjunto de atribuições e se há identificação com o cargo. Feito isso, é hora de começar o planejamento do caminho que vai levá-lo ao seu objetivo.
  • Área administrativa: a postura mais adequada desse concurseiro é entender que ele está começando, não entende muito ainda desse universo e com isso procurar ajuda e principalmente se organizar para chegar nos seus objetivos.
  • Setor Fiscal: é preciso entender, desde o início que é preciso manter um bom planejamento e uma rotina eficaz de estudos.

Segunda fase – O aprendizado

Na segunda fase, o curso preparatório se torna essencial. Com a orientação de professores especializados, o aluno aprende a se organizar com o material que terá à disposição para estudar. E também são os professores que ajudam na essencial apresentação do aluno às bancas examinadoras, auxiliam na seleção de exercícios, podem apontar os tópicos mais importantes e tudo o que for relevante para uma preparação eficaz.

O que fazer?

  • Área policial: tempo é o principal recurso que o concurseiro deve ter. Não necessariamente muito tempo, mas um tempo de qualidade. Depois, sim, verificar se há algum concurso dos chamados “cargos trampolim”, e continuar estudando até conseguir aprovação na função que deseja.
  • Carreiras de tribunais: ter um objetivo e traçar metas para atingi-lo a longo, médio e curto prazo é imprescindível para o sucesso de um concurseiro. A escolha do método de estudo também é algo que costuma ser outro desafio. É preciso organização e disciplina nessa fase. Comece pelas matérias que constituem o núcleo básico, como Língua Portuguesa, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Informática e Raciocínio Lógico.
  • Área administrativa: se organizar é extremamente e muito importante. Além disso, o concurseiro não deve querer pular etapas da preparação, até porque não existe fórmula mágica, tudo é um processo. As escolhas, portanto, devem ser feitas prioritariamente nessa fase inicial, pois os estudos serão direcionados por essas escolhas.
  • Setor Fiscal: alguns concursos pedem um pouco mais ou um pouco menos das disciplinas bases — um núcleo central da área fiscal. Nesta fase ele precisa entender quais são essas disciplinas e determinar qual concurso vai prestar.

👉 Leia mais: Roteiro de organização dos estudos para quem estuda online para concursos

Terceira fase – As escolhas

A etapa da preparação em que o aluno se conscientiza de que o mais importante é estudar mais o que sabemos menos. Existe uma tendência em querer estudar mais o que já se domina, as matérias que mais gosta e tem mais afinidade com a carreira escolhida. Mas o concurso pede que o candidato esteja preparado em todas as matérias. É preciso ter resiliência e reforçar sempre os pontos fracos, com maior dedicação a essas disciplinas na rotina de estudos.

O que fazer?

  • Área policial: o exercício não pode ser demorado. O aluno não pode ficar com medo de encaixar exercício em sua rotina. Se ele vai progredindo em um ponto, já pode fazer questões relativas àquele ponto. Deve revisar ao longo do progresso e, o mais aconselhável, é fazer essa revisão com exercícios.
  • Carreiras de tribunais: o concurseiro de Tribunais, desde o início, começa a se identificar com as disciplinas próprias da área, ou seja, o núcleo jurídico do edital. Por isso, a grande maioria tem dificuldade em disciplinas da área de exatas. Deixá-las de lado não é uma boa estratégia. À medida que o hábito de estudar se consolida, o concurseiro vai, naturalmente, identificando seus pontos fortes e fracos e como administrar isso.
  • Área administrativa: o concurseiro dos tribunais gosta mais das matérias de direto, indiscutivelmente. As matérias que eles menos gostam é matemática e informática, mas precisam estudar. Para entrar na fase de exercícios é importante ter visto a teoria antes para exatamente nós exercícios reforçar e consolidar o conhecimento adquirido.
  • Setor Fiscal: interessante é que primeiro o concurseiro entenda a parte teórica de fato, para então entrar na fase de realização de exercícios. Fazer resenhas dos tópicos estudados é uma boa prática para construir, mais rapidamente, uma ponte entre essas duas etapas da preparação para o concurso almejado.

Quarta fase – Os exercícios

Exercícios são extremamente importantes na preparação para concursos públicos. O concurseiro deve estabelecer metas de resolução de exercícios e seguir sempre buscando superá-las, mas com a devida qualidade do aprendizado. Lembrando, também, que os exercícios devem ser feitos conforme a matéria ou parte da matéria estudada.

O que fazer?

  • Área policial: simulados são um arranjo de questões que supostamente podem cair na prova. Mas ele tem um papel mais formal. É preciso, mais do que pesar a nota do simulado, ficar atento à logística do simulado e a obter uma estabilidade emocional diante de tudo o que cerca a realização da prova.
  • Carreiras de tribunais: exercícios são fundamentais para consolidar o conteúdo visto em videoaulas ou material teórico. É importante para conhecer a forma com que cada banca aborda o assunto. Eu acredito que o treino por questões deve ser agregado à rotina de estudos desde o início. Faça por tópicos, a cada assunto teórico abordado, revise-o através de questões.
  • Área administrativa: os simulados devem ser feitos logo que o concurseiro sinta que quer testar seus conhecimentos, mas deve ter cuidado para não se abalar com os resultados e saber filtrar o que ele precisa dos simulados. Por exemplo, assuntos a serem reforçados ou mais estudados.
  • Setor Fiscal: o mais importante para “avançar” de fase na preparação para concursos é ter autocrítica. Ou seja, o concurseiro precisa identificar os pontos onde tem mais dificuldade e entender onde está sua deficiência para passar, então, a fazer simulados uma ou duas vezes por mês.

👉 Leia mais: Quer ter mais energia nos estudos para concursos? Confira as dicas!

Quinta fase – Os simulados

Simulados foram criados para “simular” o dia da prova. Não serve para medir conhecimento, como muitos estudantes costumam pensar. O ideal, para a maioria dos especialistas, é que os simulados sejam feitos todo fim de semana, após os estudos de todas as matérias, e usando o mesmo horário e condições da prova. O concurseiro deve levar essa etapa muito a sério. Caso não seja possível um simulado semanal, deve-se estabelecer uma rotina de quinzenal ou, na pior das hipótese, um por mês, integrando à rotina de estudos.

O que fazer

  • Área policial: o indicado é começar a fazer simulados quando o aluno já atingiu cerca de 60 a 70% do conhecimento do conteúdo do concurso para evitar traumas para alunos iniciantes. Lembrando que o enfoque emocional do simulado é muito importante, não sendo indicado fazer simulado muito perto do exame real para não desencadear algum abalo que faça com que o aluno desista.
  • Carreiras de tribunais: os simulados medem o desempenho e são aliados importantes na preparação. Mas, é preciso tomar cuidado para que resultados ruins não desestimulem o estudo. Ao contrário, o concurseiro deve utilizar o treino por simulado para determinar o conteúdo que precisa revisar e avançar sobre aquele onde obtém resultados melhores. A periodicidade dos simulados vai depender da meta estipulada.
  • Área administrativa: o mais importante é saber extrair do simulado o que ele precisa para refinar a preparação e estar pronto para a aprovação. E essa aprovação é uma consequência natural da preparação correta.
  • Setor Fiscal: os simulados devem ser feitos quando o concurseiro tiver atingido o estudo de cerca de 70% do conteúdo que ele deve estudar para o concurso almejado. O ideal é que ele consiga realizar uma quantidade de simulados suficientes para treinar a ultrapassar a nota de corte do concurso almejado.

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14 Comentário

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