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5 possíveis temas de redação para o Concurso PMERJ!

Você sonha em conquistar uma vaga na PMERJ? Separamos 5 possíveis temas de redação para você ficar mais próximo da sua vaga!

O Concurso PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) será composto de uma prova objetiva e uma prova discursiva, além de outras etapas. A redação tende a causar pânico nos concurseiros, mas não precisa se desesperar, porque a gente separou possíveis temas de redação da PMERJ para ajudar você a se preparar e cumprir todos os requisitos necessários para uma ótima redação.

A banca organizadora é o IBADE, o certame está ofertando 2.000 vagas para o cargo de Soldado, com exigência de nível médio e remuneração inicial de R$ 5.233,88, além de benefícios. A prova discursiva está prevista para acontecer no dia 29 de outubro e nós queremos ver você conquistando a sua vaga!

Confira o edital do Concurso PMERJ, neste link!

Leia também: O que cai na prova da PMERJ? Confira!


Qual tipo de redação da PMERJ?

A redação do concurso da PMERJ é a que chamamos de texto discursivo argumentativo. Esse tipo de texto tem como objetivo apresentar um tema, desenvolver argumentos sobre ele e, por fim, chegar a uma conclusão fundamentada. Abaixo o AlfaCon separou três dicas para manda bem nessa prova.

  1. Entenda o Tema e Faça Pesquisas
    Comece compreendendo completamente o tema proposto. Pesquise sobre o assunto para coletar informações relevantes, estatísticas, exemplos e evidências que irão sustentar seus argumentos.
  2. Estrutura Clara
    Organize seu texto de maneira clara e lógica. A estrutura típica de um texto dissertativo-argumentativo é introdução, desenvolvimento (com argumentos) e conclusão. Cada parágrafo do desenvolvimento deve tratar de um argumento específico.
  3. Introdução Impactante
    Comece com uma introdução que capte a atenção do leitor, apresente o tema e estabeleça sua tese (opinião central). Pode-se utilizar uma citação, uma pergunta retórica ou uma afirmação provocativa.

Quais são os 05 possíveis temas que poderão ser abordados na redação da PMERJ?

Uma de nossas professoras, Danielle Gasparini, separou 5 temas que possam vir a ser abordados na redação do concurso PMERJ e falou um pouco sobre eles para ajudar você na hora de redigir seu texto. Clique nas abas da tabela interativa abaixo e confira cada um dos temas separadamente:

Redução da maioridade penal: solução ou problema para a sociedade?

Argumentos:

A maioridade penal foi elevada a nível constitucional, uma vez que o art. 228 da Constituição Federal menciona a condição de imputabilidade penal dos menores de 18 (dezoito) anos, implicitamente da o status de direito fundamental, garantia.

Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da legislação especial.

Nesse sentido, para os que são a favor da redução da maioridade penal, essa seria uma solução devido aos seguintes aspectos:

  • Alguns apontam, por exemplo, que jovens de 16 anos já podem votar,  dessa forma,  já possuem a mesma responsabilidade pelos seus próprios atos que os adultos. 
  • A impunidade de menores gera apenas mais violência. Com a consciência de que não podem ser presos, adolescentes sentem maior liberdade para cometer crimes. Assim, prender jovens de 16 e 17 anos evitaria muitos crimes. 
  • Muitos países desenvolvidos adotam maioridade penal abaixo de 18 anos. Nos Estados Unidos, a maioria dos estados submetem jovens a processos criminais como adultos a partir dos 12 anos de idade. Outros exemplos: na Nova Zelândia, a maioridade começa aos 17 anos; na Escócia aos 16; na Suíça, aos 15. 
  • As punições atuais para menores são muito brandas. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê punição máxima de três anos de internação para todos os menores infratores, mesmo aqueles que tenham cometido crimes hediondos. A falta de uma punição mais severa para esses casos causa indignação em parte da população.

Por outro lado, para os que são contrários e entendem isso como um problema social, os argumentos são:

  • Porque é mais eficiente educar do que punir. Educação de qualidade é uma ferramenta muito mais eficiente para resolver o problema da criminalidade entre os jovens do que o investimento em mais prisões para esses mesmos jovens. O problema de criminalidade entre menores só irá ser resolvido de forma efetiva quando o problema da educação for superado.
  • Porque o sistema prisional brasileiro não contribui para a reinserção dos jovens na sociedade. O índice de reincidência nas prisões brasileiras é relativamente alto. Não há estrutura para recuperar os presidiários. Por isso, é provável que os jovens saiam de lá mais perigosos do que quando entraram.
  • Porque crianças e adolescentes estão em um patamar de desenvolvimento  psicológico diferente dos adultos. Diversas entidades de Psicologia posicionaram-se contra a redução, por entender que a adolescência é uma fase de transição e maturação do indivíduo e que, por isso, indivíduos nessa fase da vida devem ser protegidos por meio de políticas de promoção de saúde, educação e lazer.
  • A redução da maioridade penal afeta principalmente jovens em condições sociais vulneráveis. A tendência é que jovens negros, pobres e moradores das periferias das grandes cidades brasileiras sejam afetados pela redução. Esse já é o perfil predominante dos presos no Brasil.
  • Tendência mundial é de maioridade penal aos 18 anos. Apesar de que muitos países adotam idades menores para que jovens respondam criminalmente, estes são minoria: estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados revela que, de um total 57 países analisados, 61% deles estabelecem a maioridade penal aos 18 anos.

Manifestação da opinião na internet: liberdade de expressão ou discurso de ódio?

A Constituição Federal autoriza e protege a liberdade de pensamento. No entanto, não se admite confundir liberdade de expressão com discurso de ódio.

Em primeiro lugar, o Brasil tem um contexto histórico em que a liberdade de expressão foi negada por um tempo, porém o que se vê hoje é o predomínio do discurso de ódio sendo usada como liberdade de expressão nas redes sociais. Isso porque no decorrer da história o país foi marcado pela Ditadura Militar da qual o direito de expressão era censurado, no entanto após conquistado esse direito, percebe-se que esse perdeu também os limites do que pode ser dito.

Dessa forma, a autonomia do cidadão perante a sociedade e com o próprio Estado foi substituído pelo discurso de ódio ofensivo, racista e de oposição política de cunho partidário. Ademais, a intenção de manipular a massa está diretamente relacionada à liberdade de expressão.

Nesse sentido, pode-se relacionar isso a distribuição de fake news na contemporaneidade, haja vista a quantidade de notícias inverídicas circulando em redes sociais, as quais, na maioria dos casos, envolvem questões políticas, uma vez que buscam obter vantagens por meio do discurso de ódio direcionado aos partidos adversários e que, como consequência, fazem com que muitos cidadãos sejam usados na transmissão dessas mensagens.

Outro ponto de destaque é o anonimato na internet, visto que esse vem ganhando espaço para disseminar o discurso de ódio, vinculado a partidos de oposição extremistas a fim de atacar as minorias. Diante disso, as redes sociais se tornaram um mecanismo de ataque ideológico no qual o direito do outro de pensar diferente tem sido motivo de conflito e intolerância, sendo o foco das ofensas as minorias incluindo mulheres, negros e homossexuais. 

Diante desse cenário, percebe-se a importância do papel do Estado na criação de mecanismos legislativos a fim de minimizar esses casos, visto que a legislação atual é fraca no que se refere à punição desses atos.

Além disso, ressaltar que cabe à Escola e à família, como atores sociais, o papel socioeducativo de ensinar e educar as crianças e jovens o respeito ao próximo e os limites da liberdade de expressão, conforme preceitua a Carta Magna, o que assegura a dignidade da pessoa humana.

Descaso com os direitos da população idosa

No que se refere à proteção social do idoso, pode-se citar a Constituição Federal, bem como o Estatuto do Idoso. Nesse sentido, com o avanço da medicina, fica evidente que a população envelheceu, visto que a expectativa de vida aumentou quase que trinta anos quando comparado à década passada. Porém, isso não significou qualidade de vida, já que muitos direitos foram ignorados. Nesse viés, pode-se citar como exemplos o direito a saúde, visto que as questões emocionais, relacionadas à saúde, foram negligenciadas o que se comprova pelo aumento da taxa de suicídios, bem como os atendimentos no setor de saúde que não tem, muitas vezes, suporte adequado para atender essa população.

Ademais, pode-se citar a violência física e emocional sofrida por essa população tanto em seus próprios lares como também em unidades de tratamento, o que se agravou com a pandemia.

Outro ponto a ser discutido é em relação à exclusão digital, uma vez que com o avanço da tecnologia há diferentes tipos de golpes que são aplicados contra essa população, principalmente no que se refere ao recebimento de benefícios.

Ademais, pode-se citar também a exclusão do mercado de trabalho que dificilmente contrata um idoso devido a suas limitações.

Sendo assim, cabe ao Estado conjuntamente com a sociedade criar políticas públicas de orientação e ajuda a essa população, como, por exemplo, programas e projetos voltados à tecnologia digital (letramento digital); qualidade de vida e saúde; bem como a adaptação de espaços públicos para o atendimento dessa população.

Obsolescência programada e a ascensão do lixo eletrônico na sociedade moderna

Obsolescência Programada, também chamada de obsolescência planejada, é quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou obsoleto em um período de tempo relativamente curto de forma proposital, ou seja, quando empresas lançam mercadorias para que sejam rapidamente descartadas e estimulam o consumidor a comprar novamente. Nesse caso, pode-se citar, como uma das principais causas, a globalização e a estabilização econômica do mercado frente a períodos de recessão.

Como consequências disso, percebe-se o aumento do lixo eletrônico, o que esta associado à dificuldade em descartar esses materiais, uma vez que isso afeta diretamente o meio ambiente, a exemplo do que ocorre com os equipamentos eletrônicos e informáticos que, muitas vezes, devido às inovações e facilidades que proporcionam ao usuário, são substituídos com facilidade por empresas e pessoas físicas.

Desse modo, ao analisar esse contexto, percebe-se que a China é o maior produtor de lixo eletrônico com o descarte de 10,1 milhões de toneladas. Depois estão os Estados Unidos, com 6,9 milhões de toneladas, e a Índia com 3,2 milhões. Os três países foram responsáveis por quase 38% do lixo eletrônico produzido no mundo no ano passado. Em relação ao Brasil, esse lidera com 2.141 toneladas. O país é mencionado no estudo, ao lado do Chile, pelo processo em curso para criar bases para iniciar a implementação de uma estrutura regulamentar formal para o lixo eletrônico.

Desse modo, a respeito de medidas a serem realizadas para amenizar esse quadro, pode-se citar, por exemplo, campanhas de contenção do consumo desenfreado, bem como a adoção de medidas que visem ao combate à obsolescência programada por parte dos fabricantes.

A construção da sociedade do medo e os reflexos na vida privada do cidadão

“Nascemos e crescemos familiarizados com o medo. Somos educados pelo medo, para o medo e com medo. Desde pequenos, somos incutidos pelo medo do escuro, das pessoas desconhecidas, do homem do saco, do bicho papão, das bruxas, dos fantasmas e assim por diante; quando adultos, surge o medo da morte, do terrorismo, do pecado, da inflação, medo de tudo. A cultura do medo é a melhor forma de manipular as pessoas e muito utilizada para controle das massas, pois uma pessoa com medo torna-se obediente e incapaz de impor sua vontade.”

(PEZZA, Célio. A Cultura do Medo)

A partir dessa definição, percebe-se que o conceito de sociedade do medo é obtido sob o ponto de vista do pensamento filosófico, o qual explica o funcionamento das relações sociais na atualidade.

Nesse sentido, entre as possíveis causas que permitiram o surgimento desse conceito, pode-se citar a interferência da mídia; redes sociais e, até mesmo, a pressão dos Estados sobre os cidadãos como fontes do medo social.

Além disso, é importante ressaltar que a violência no seio social é retratada de forma cruel pela mídia, o que obriga o cidadão a utilizar de vários artifícios, como sistemas de segurança (grades, alarmes …), a fim de se proteger.

Outro ponto de destaque é a influência de governos autoritários que obrigam a população a assumir posturas diversas por meio da manipulação, como ocorre quando há restrição de liberdades ou também no caso de grupos religiosos. Dessa forma, por se viver em uma sociedade complexa, em que o Estado já não mais é capaz de cumprir com seu papel de proporcionar segurança à população, facilita ainda mais a instalação do medo inconsciente das pessoas.

Nesse viés, é fundamental a elaboração de pesquisas metódicas por meio de estudos sociais, políticos e econômicos, visando o foco gerador dos problemas, priorizando atuações concretizadoras de direitos fundamentais, assegurando, assim, a dignidade dos indivíduos frente ao Estado.

Leia também: Inteligência Artificial para Redação


Quais dicas são valiosas para escrever uma redação no concurso PMERJ?

Confira algumas dicas para que você escreva uma ótima redação:

  • A prova é de caráter eliminatório, então pratique! Não é do dia para a noite que você vai aprender a redigir boas redações, então treine;
  • Estude os temas antes de escrever uma redação, é importante entender sobre um tema antes de falar sobre ele;
  • Reescreva suas redações, depois de corrigidas, analisando quais aspectos você precisa melhorar. Faça exercícios relacionados a esses aspectos;
  • Cuidado com a gramática e fuga do tema;
  • Coloque o título no local adequado (caso exigido);
  • Evite fazer perguntas no título e no texto, porque se você não responder corretamente a ela pode ser considerado uma fuga parcial do tema;
  • Cuidado com o mínimo e máximo de linhas, que, de acordo com o edital, é no mínimo 25 e no máximo 30. Não conta como linha efetiva se você não usar mais da metade dela;
  • Leia o texto de apoio, ele vai te ajudar a entender melhor o que a banca espera da redação;
  • Não copie informações que estiverem no texto de apoio;
  • Use conectivos, eles são importantes, mas cuidado, saiba utilizá-los da forma correta;
  • Cuidado com a legibilidade da sua letra e a apresentação do seu texto.

Leia também: Como fazer uma redação nota 1.000 na PMERJ?


Como posso deixar minha redação, na prova da PMERJ, mais interessante?

Para saber mais sobre como estruturar sua redação da melhor maneira possível, vem para o AlfaCon que a gente te ajuda a atingir o seu maior potencial e sua mudança de vida. Clique aqui e confira o nosso e-book GRATUITO com questões + redação para PMERJ!


Como me preparar para o Concurso PMERJ?

Pensando na sua aprovação, o AlfaCon vai realizar uma SRV (Super-Revisão de Véspera), no dia 26 de agosto! É a oportunidade ideal para você garantir questões que, certamente, cairão na prova!

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